domingo, 20 de maio de 2012

Bem vindo à Holanda


 

diferenca

Freqüentemente, sou solicitada a descrever a experiência de dar à luz a uma criança com deficiência - Uma tentativa de ajudar pessoas que não têm com quem compartilhar essa experiência única a entendê-la e imaginar como é vivenciá-la.
Seria como...

Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias - para a ITÁLIA! Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu. O Davi de Michelângelo. As gôndolas em Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.

Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia! Você arruma suas malas e embarca. Algumas horas depois você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz:

- BEM VINDO À HOLANDA!

- Holanda!?! - Diz você. - O que quer dizer com Holanda!?!? Eu escolhi a Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda a minha vida eu sonhei em conhecer a Itália!

Mas houve uma mudança de plano vôo. Eles aterrissaram na Holanda e é lá que você deve ficar.

A coisa mais importante é que eles não te levaram a um lugar horrível, desagradável, cheio de pestilência, fome e doença. É apenas um lugar diferente.

Logo, você deve sair e comprar novos guias. Deve aprender uma nova linguagem. E você irá encontrar todo um novo grupo de pessoas que nunca encontrou antes.

É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor, começar a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrants e Van Goghs.

Mas, todos que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, estão sempre comentando sobre o tempo maravilhoso que passaram lá. E por toda sua vida você dirá: - Sim, era onde eu deveria estar. Era tudo o que eu havia planejado!.

E a dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa.

Porém, se você passar a sua vida toda remoendo o fato de não ter chegado à Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais sobre a Holanda.

por Emily Perl Knisley, 1987

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A LISTA


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
(Oswaldo Montenegro)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

DEUS FRUSTROU MEU SONHO

 

não entendo

Você já teve algum sonho frustrado? Algum projeto que nunca saiu do papel ou alguma expectativa que nunca foi realizada? Desejos e sonhos que se perderam no campo das intenções? Isso é possível! Devemos estar preparados para admitirmos que o nosso maior desejo não venha a ser realizado e que, talvez, fiquemos a vida toda sem entender o porquê.

Nossa insistência com Deus, na busca de respostas que nos satisfaçam, não nos deve tirar o cuidado de não queremos interferir na perfeita vontade de Deus.

Deus jamais frustrará um sonho sem que tenha uma resposta satisfatória para nos dar.

Sonhar é o nosso dever, acreditar no sonho é a nossa missão e esforçarmo-nos para que se concretizem é nossa responsabilidade, mas realizar sonhos é tarefa exclusiva de Deus.

Quando calculamos, ou projetamos a realização de um sonho, comumente não inserimos ali a possibilidade da soberania e do senhorio de Cristo, que poderá intervir e frustrar nossos sonhos. É incrível, mas nós não nos importamos muito com o que Deus pensa a respeito de nosso sonho. Não está no nosso projeto, não está nos nossos cálculos admitir tal pensamento: “Eu quero assim, mas o que o meu Deus pensa sobre isto?”.

Muita gente sofre por não confiar incondicionalmente em Deus. Só queremos ouvir respostas afirmativas e quase sempre rejeitamos o “NÃO” . Não buscamos um Deus Pai, um Deus Soberano. O que buscamos é alguém com poderes para satisfazer nossos desejos.

Como diz Tommy Tenney: “Não buscamos a face de Deus, buscamos Suas mãos”. As pessoas têm até medo de pedir para Deus fazer a Sua vontade, temendo uma frustração.

Não podemos por causa da frustração cortar o relacionamento com Ele. Deixar de adorá-Lo não é atitude de quem busca a realização de sonhos, porque é no relacionamento que ele revelará o seu propósito para as nossas vidas. Se Deus frustrou um sonho, Ele não o fez de graça, há um porquê.

Construa o seu ideal de vida, sonhe com o amanhã, inclua pessoas nos seus sonhos, deseje objetos, almeje posições de destaque, busque inspiração para o próximo passo, fale para o mundo sobre o que deseja, mas, não tire Deus do centro de sua vida.

(Trechos do livro Deus frustrou meu sonho – Pastor Ronaldo Fonseca)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sequestradores e sequestrados

 
aprisionada
Dos relacionamentos que você teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente você foi modificado para melhor? Quais são as pessoas que passaram pela sua vida, que lhe deixaram saudades e que você faz questão de cultivar?
Quem foram as pessoas que mais favoreceram seu crescimento afetivo, proporcionando-lhe uma relação em que pudesse entrar em contato com seus defeitos, qualidades, e consequentemente lhe ajudaram no processo de tornar-se pessoa?
Onde é que você pode identificar, nas páginas de sua história, os acontecimentos em que sua liberdade foi promovida por alguém?
O contrário também precisa ser perguntado. Quais foram as pessoas que mais deixaram marcas negativas dentro de você? Quais são as piores lembranças que estão registradas em sua memória afetiva?
Quantas e quais pessoas desempenharam em sua vida papel de seqüestradoras, mantendo-o nos territórios minguados de um amor possessivo, desumanizador?
Quantas vezes você pôde identificar em seu coração um jeito estranho de querer possuir o outro, impedindo-o de exercer sua liberdade? Será que você é lembrança doída na vida de alguém? Será que já construiu cativeiros? Será que já vivem em algum?
Será que já foi capaz de pagar o resgate de alguém? Com sua palavra, com sua atitude, com o seu jeito de viver?
Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar as situações e pessoas certas?
Se hoje você tivesse que classificar sua postura no mundo, você se definiria como uma pessoa simbólica ou diabólica?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Mais vale uma verdade amarga que tenha o poder de nos fazer crescer do que uma mentira adocicada que nos mantenha acorrentados no cativeiro da ignorância. Hoje é dia de resgate. A porta já foi aberta. É só sair.
(Trecho extraído do livro “Quem me roubou de mim?” _Padre Fábio de Melo).

domingo, 13 de março de 2011

Cartoons para refletir

Ví esse vídeo em um curso em que estou participando. São cartoons fantásticos, que olhados com bastante atenção  em seus detalhes, nos levam a profunda reflexão, sobre vários aspectos da nossa vida, sobre a seriedade de nossas ações cotidianas, ou pela falta delas… Tem que ver e tirar suas próprias conclusões.

Fantástico!!!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.